Acadêmicos de Psicologia visitam aldeia Paiter Suruí

O objetivo do encontro foi o de propor aos estudantes a oportunidade de conhecer e construir conhecimentos teóricos e práticos

De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) de 2010, 0,4% da população brasileira é composta por indígenas, se comparado ao censo do ano de 2000 houve um crescimento de  39%. Com a responsabilidade da prática psicológica em todos os contextos sociais e culturais acadêmicos do 9º período de Psicologia da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal (Facimed) fizeram uma visita aos indígenas da comunidade Paiter Suruí da linha 9.

O objetivo do encontro foi o de propor aos estudantes a oportunidade de conhecer e construir conhecimentos teóricos e práticos compartilhados para intervenções responsáveis, apoiando-se em uma constante reflexão acerca dos horizontes de possibilidades e modos de ação no âmbito da psicologia cultural, promovendo saúde mental com um significado amplo. “Entendemos que tal estado depende de condições pessoais, mas também sociais para qualquer população. Diferente de uma visão estereotipada promovida pelos meios de comunicação, o psicólogo não atua apenas em consultório nem direciona seu trabalho apenas ao campo das doenças mentais”, afirmou a professora Michele Romão, responsável pela disciplina Psicologia dos Povos Indígenas

A Coordenadora do curso Leila Gracieli da Silva, também acompanhou a visita e destacou as áreas de atuação dos psicólogos.  “No caso das populações indígenas, são diversas as possibilidades de contribuição, como demandas em saúde mental, educação, cultura, questões ligadas ao uso de substâncias psicoativas, identidade, visibilidade social, participação, formação acadêmica e políticas públicas, onde o psicólogo pode estar inserido atuando e compreendendo suas diversidades e demandas emergentes”, finalizou.